quinta-feira, outubro 1

Prisões portuguesas cada vez mais sobrelotadas - Há mais presos e menos guardas prisionais:


Em apenas oito meses, há mais 652 presos e menos 73 guardas prisionais. O sindicato dos guardas prisionais alerta que, se isto continuar, o sistema não aguenta.

A balança já estava desequilibrada, mas, nos últimos meses, ficou ainda mais. Em apenas oito meses, há mais 652 pessoas nas prisões e menos 73 guardas prisionais. E a diferença pode continuar a aumentar.

Os números da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) mostram que, em setembro, havia mais de 13.600 reclusos nas prisões portuguesas. São mais cerca de 5% do que no final do ano passado. Portugal tem 49 prisões. E todas juntas têm capacidade para cerca de 12.500 pessoas. E, quando faltam guardas, falta também capacidade para responder a tudo o que acontece dentro das cadeias.

O sindicato diz, por exemplo, que cerca de 4.000 detidos por crimes menos graves podiam estar a cumprir medidas alternativas fora da prisão. Cada recluso custa, em média, 60 euros por dia.

E formar novos guardas também não é uma solução imediata. Hoje, são precisos cerca de seis meses de formação, mais o período de estágio. Há 55 novos guardas prisionais e está aberto um concurso para mais 200.

Mas há prisões onde a situação é ainda mais complicada. É o caso do estabelecimento prisional de Lisboa, que está previsto encerrar.

O sindicato avisa que, se daqui a um ano nada tiver mudado, a pressão dentro das prisões pode ser ainda maior. E o sindicato teme que se volte a repetir um cenário como o de Vale de Judeus, quando, há dois anos, cinco reclusos conseguiram fugir da prisão.

Fonte: SIC Notícias.