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sexta-feira, junho 16

Assaltos a casas estão a aumentar

Zonas costeiras e segundas habitações são os alvos preferidos. Chegada do verão deve aumentar as ocorrências. Investir em bons sistemas de alarme pode ser a solução.

Foram cerca de 50 os assaltos a casas que se registaram por dia no último verão, sobretudo nas zonas costeiras de Portugal, segundo dados recentes da GNR e da PSP. Este ano, o cenário não é diferente e, neste momento, já se verifica "um aumento" do número de assaltos a domicílios. "Segundo dados de algumas empresas do setor, o número de assaltos ou tentativas de assalto nos primeiros cinco meses do ano no Algarve aumentou 13% quando comparado com o mesmo período do ano passado. No Alentejo, já aumentaram mais de 50%. Por isso, esperamos que o mesmo venha a acontecer no verão, que é quando se verifica este aumento de assaltos devido às férias de grande parte da população", explica Luís Quintino, especialista em segurança.

Entre os fatores que têm contribuído para o "disparar" deste tipo de ocorrências em zonas tipicamente de férias ou fim de semana estão o crescente número de segundas habitações em Portugal, sendo que "as casas desocupadas representam para os assaltantes um menor risco de serem apanhados", bem como "a conjuntura económica atual que não é a melhor devido aos vários fatores bem conhecidos".

As regiões onde as tentativas de assalto mais têm vindo a aumentar desde 2021 – aponta Luís Quintino – são Coimbra, com um crescimento de 40%, 34% em Leiria, 30% no Alentejo, 20% em Aveiro, 10% no Porto e 9% em Lisboa.

Uma nota ainda para a realidade de teletrabalho que trouxe uma alteração da tipologia de assaltos praticados. "Devido ao maior número de pessoas em teletrabalho, as incidências de homejacking têm aumentado. Os assaltos ocorrem com os proprietários no interior das suas habitações, os quais tendem a defender a sua propriedade, originando momentos mais violentos."

Fonte: Correio da Manhã de 16.06.2023


segunda-feira, maio 19

3 assaltos a residências por hora

Em cada hora, pelo menos três residências são assaltadas em Portugal. Por dia, serão mais de 60 e, no final do ano, o número será superior a 22 mil. As médias podem ser calculadas a partir dos dados fornecidos, ao JN, pelo Gabinete Coordenador de Segurança, relativos às ocorrências registadas em 2007 pela PSP, GNR e Polícia Judiciária.
Contas feitas, o distrito de Lisboa foi o líder - com uma média de 13 casos por dia - tendo ultrapassado o de Faro que, em 2006, surgia no topo dos furtos em habitações, facto que poderá ser explicado pela grande quantidade das designadas "casas de férias" neste último distrito. O Porto - nove casos por dia - mantém a terceira posição, com um total de 3440 situações, ainda que tenha registado um decréscimo de quase 500 relativamente ao ano anterior. Na região Norte, apenas Braga e Bragança registaram aumentos, pouco significativos. Mais a Sul, Setúbal acompanhou a tendência de Lisboa (mais cerca de 600 casos), com um quadro negro. A nível nacional, o assalto a residências foi um dos crimes que desceu nas estatísticas - 22324 casos em 2007 contra os 23314 no ano anterior - conforme foi sublinhado no último Relatório de Segurança Interna. No entanto, continua a ter uma dimensão preocupante e que escapará ao comum cidadão. Até porque, conforme sublinham fontes policiais, os métodos dos assaltantes têm-se revelado mais surpreendentes, em muitos casos com "rombos" gigantescos.
São cada vez mais as situações em que os ladrões actuam durante a madrugada, enquanto os moradores dormem. Entram discretamente nas casas e remexem as suas várias divisões sem que os residentes se apercebam. Quando acontece um flagrante, partem para a violência.
Não raras vezes, o objectivo principal tem passado pelo furto das chaves das viaturas, que os intrusos vão depois buscar às garagens. A este tipo de actividade está associado o surgimento de gangues organizados. Um deles foi desmantelado, no ano passado, pela PSP do Porto, num processo que envolve cerca de 40 arguidos. As viaturas de alta cilindrada, furtadas nas garagens das residências, eram os alvos predilectos de um grupo de jovens.
O arrombamento de portas e janelas e o escalamento continuam a ser as formas predilectas de introdução nas casas. Fontes policiais sublinham que, em muitas ocasiões, o "descuido" dos moradores é decisiva para o sucesso dos assaltantes. Uma janela aberta (no Verão principalmente), uma porta por trancar ou as chaves deixadas em locais mais visíveis têm facilitado os furtos. Seja em moradias ou em prédios. "Há pessoas que pensam que por viverem em andares superiores estão mais seguras", realçou fonte da GNR, força policial que, no ano passado registou, só no Norte, 3650 ocorrências, a maior parte no distrito do Porto (1786).
Entre os artigos mais procurados pelos ladrões contam-se televisores plasmas, computadores e peças em ouro. O material é depois encaminhado para receptadores e chega a aparecer à venda no "mercado negro".
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Fonte: Jornal de Notícias de 19.05.2008
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