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quarta-feira, outubro 23

Autocarros incendiados em seis concelhos: o mapa da violência na noite de Lisboa

 

Foi registado na noite desta terça-feira, um total  de 60 ocorrências na Grande Lisboa, um dia depois de um homem ter sido morto a tiro pela PSP no bairro da Cova da Moura. Os actos de violência foram sentidos nos concelhos da Amadora, Oeiras, Loures e Sintra, mas também no centro de Lisboa - houve problemas em Campo de Ourique ou no Lumiar - e do outro lado do rio Tejo, no Seixal.

Das 60 ocorrências, Sintra foi o concelho que registou mais desacatos, tendo sido contabilizados 15, seguindo-se Loures com 10. O concelho da Amadora registou um total de 9 ocorrências, enquanto que Oeiras contabilizou 6 e Cascais um total de 5. Fora do distrito de Lisboa, Setúbal registou 1 ocorrência, no Seixal.

Entre estes episódios registados, está a destruição de um autocarro da Carris que foi incendiado no Bairro do Zambujal, depois de ter sido roubado por um grupo de jovens que exigiram a saída dos passageiros e do motorista do seu interior. Horas depois, e já noite dentro, um segundo autocarro foi incendiado, assim como vários caixotes do lixo e uma viatura ligeira.

Também na Portela, em Carnaxide, um autocarro da Carris foi roubado e incendiado por moradores do bairro. A CNN Portugal elaborou um mapa para melhor se perceber a localização da violência que se espalhou por quase todos os concelhos da Grande Lisboa.

Odair Moniz, de 43 anos, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, no Bairro da Cova da Moura, na Amadora, e morreu pouco depois, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Segundo a direção nacional da PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial na Avenida da República, na Amadora, e “entrou em despiste” na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigem uma investigação “séria e isenta” para apurar “todas as responsabilidades”, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias. De acordo com os relatos recolhidos no bairro pelo Vida Justa, o que houve foram “dois tiros num trabalhador desarmado”.

Na segunda-feira, o Ministério da Administração Interna determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito urgente e também a PSP anunciou a abertura de um inquérito interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. O agente que baleou o homem foi entretanto constituído arguido, indicou fonte da Polícia Judiciária. A CNN Portugal apurou, também, que a investigação da PJ aponta para excesso de legítima defesa da PSP.


Fonte: CNN Portugal - 23.10.2024


sábado, julho 17

Dezenas de carros e lojas incendiadas nos subúrbios da cidade francesa de Grenoble


Grenoble, no Sudoeste de França, foi este sábado de madrugada palco de violentos incidentes. Carros e lojas foram incendiados por grupos de jovens que trocaram tiros com a polícia. Os recontros têm sido associados à morte de um homem de 27 anos baleado pelas autoridades depois de um assalto.


Os incidentes começaram pouco antes da meia-noite, pouco depois do velório do homem de 27 anos que morrera na madrugada anterior, durante uma perseguição policial.

A polícia alega que disparou em legítima defesa, em resposta aos disparos do jovem que tinha alegadamente participado no assalto a um casino. 

A versão de legítima defesa é contestada pelos jovens que se envolveram esta madrugada em motins e confrontos com a polícia. 

Pouco antes da meia-noite, um grupo de cerca de 30 jovens armados com bastões de baseball e barras de ferro forçou um eléctrico a parar e os passageiros a sair. 

A policia interveio. As agências noticiosas falam em cerca de 60 carros incendiados e duas lojas vandalizadas. Os confrontos com a polícia incluiram disparos nos dois sentidos. Não há notícia de feridos. 

Foram detidas cinco pessoas. Três por tentativas de roubo nas lojas vandalizadas, dois acusados de incendiar automóveis. 

Em Novembro de 2007, a morte de dois adolescentes numa perseguição policial deu origem a dois dias de confrontos violentos com a polícia nos subúrbios de Paris. Dois anos antes, foi também a morte de dois jovens numa perseguição polícial que serviu de rastilho a um longo período de revolta, confrontos e motins nos subúrbios franceses. 

O ministro do interior visitou Grenoble e anunciou o reforço das forças políciais.


Fonte: SIC 17.07.2010

quinta-feira, julho 1

Caparica: Cinco militares da GNR feridos


Cinco militares ficaram feridos na noite desta segunda-feira quando a GNR tentava pôr termo a uma desordem pública no Bairro do Asilo, no Monte de Caparica.

Ao que apurou o CM, moradores daquele bairro queixaram-se à GNR do barulho causado por uma festa que estava a decorrer. Quando os militares chegaram ao local (cerca das 23h00) foram agredidos e injuriados e tiveram que solicitar reforços, os quais foram igualmente mal recebidos.
Um militar ficou ferido no pescoço, outro numa mão e um terceiro no ombro. Os três foram transportados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas o seu estado de saúde não inspira cuidados.
Para pôr termo à desordem pública, a GNR efectuou entre três a cinco disparos de shot-gun, mas não há registo de feridos entre os desordeiros. De acordo com o Tenente Coronel Garrido Gomes, os soldados da GNR foram agredidos com pedras, garrafas e até computadores portáteis. Os bombeiros, chamados para apagar pequenos focos de incêndio em caixotes do lixo, foram também agredidos e retiraram-se do local.
A GNR deteve e identificou 19 pessoas as quais vão ser investigadas pela eventual participação nos desacatos.
Pelo menos quatro viaturas da GNR sofreram danos na chapa e nos vidros na sequência dos desacatos. A mesma fonte da GNR adiantou que a desordem não esteve relacionada com festejos futebolísticos.
A situação acalmou cerca das 02h00, mas a GNR vai manter-se no local durante esta terça-feira.

Fonte: Correio da Manhã de 29.06.2010

Pelo menos quatro polícias agredidos diariamente em Portugal


A estimativa é feita pelo Sindicato Nacional de Polícia numa altura em que vai ser lançada uma campanha europeia contra a agressão de agentes de autoridade.


O Sindicato Nacional de Polícia garantiu que pelo menos quatro polícias são agredidos diariamente no desempenho das suas funções, o que motivou o início de uma campanha a nível europeu contra a agressão de agentes da autoridade.
«Segundo informações que temos e de dados anteriores, contando com cifras negras e cinzentas, temos uma estimativa feita por nós que pelo menos todos os dias há cerca de quatro elementos de forças de segurança em Portugal que estão a fazer o serviço policial e que se vêm sujeito a agressões por parte de terceiros», disse o presidente deste sindicato.
Em declarações à TSF, Armando Ferreira, que também o representante português na Conferência Europeia dos Sindicatos de Polícia, assinalou ainda que muitas destas agressões nem sequer chegam a constar dos registos oficiais.
«Há agressões graves que são sujeitas a queixa por parte de agentes e há outras que acontecem no decorrer de acções policiais e que ficam encobertas no meio da acção, uma vez que houve necessidade do uso da força e a pessoa agiu com violência e muitas das vezes não fazem parte das estatísticas», explicou.
Estas questões serão debatidas em Madrid numa conferência de Eurocop, a federação europeia dos sindicatos de polícia, que lança uma campanha em toda a Europa para travar este flagelo.
Um dos casos que será apresentado nesta conferência será o de um agente da PSP nos Açores que foi agredido brutalmente no decurso de uma acção policial num caso de violência doméstica.

Fonte: TSF 12.04.2010

Polícias e revisores exigem maior policiamento em comboios


Polícias e revisores não vêem qualquer reforço policial nas linhas suburbanas de Lisboa e dizem que se têm sucedido as agressões contra utentes e revisores nos últimos tempos.

Polícias e revisores exigiram, esta quinta-feira, um maior policiamento nos comboios suburbanos e acusam as autoridades de falta de meios para contrariar o sentimento de insegurança que se vive nestas linhas, em particular na Linha de Sintra.
Luís Bravo, do Sindicato dos Revisores, considerou que o reforço policial, que as autoridades dizem ter sido efectivado há uma semana, não se vê e por isso as situações de violência «têm-se sucedido diariamente» com agressões a utentes e revisores.
«A situação é muito grave. Não podemos estar aqui a dizer que há um reforço e virem quatro ou cinco polícias para uma área geográfica de Lisboa, porque estamos a falar da Linha de Sintra, de Cascais e da Azambuja», acrescentou, durante uma acção destes dois sindicatos na estação do Rossio.
Porque «não estamos a inventar nada», para este sindicalista, justifica-se mesmo um alerta ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para que haja um reforço do número de polícias a bordo dos comboios da CP.
Opinião semelhante tem António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia, que defende a unificação entre a PSP e a GNR e mais policiamento, numa altura em que se verifica apenas a «entrada de dois a três homens por turno».
«É muito pouco. O que acontece é que perdemos todos. Por parte dos profissionais de polícia da PSP vêem-se impotentes para resolver o problema», acrescentou este sindicalista, que diz que a solução «não passa apenas por medidas de polícia».
Para António Ramos, «na época em que os jovens estão menos ocupados e estão em férias escolas, as autarquias, clubes, colectividades e as juntas de freguesia devem ocupar estes jovens nos tempos livres para que não andem em grupos e façam este tipo de situações nos comboios».

Fonte: TSF 01.07.2010



terça-feira, julho 15

França: 600 carros queimados e 220 detidos no 14 de Julho

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Cerca de 600 carros foram queimados e 220 pessoas foram detidas por actos de vandalismo em França na noite de segunda para terça-feira, posterior ao 14 de Julho, dia da festa nacional, indicou o Ministério do Interior francês.
Segunda-feira à noite foram incendiados 295 veículos, dos quais 150 estavam na região de Paris e os outros no resto do país, disse o ministério.
Na noite anterior, foram incendiados 297 carros, a maioria (211) também em Île-de-France.
As detenções feitas pelas forças da ordem ascenderam a 98 entre 14 e 15 de Julho, depois das 121 registadas entre 13 e 14 de Julho.
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Fonte: Diário Digital de 15 de Julho de 2008
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domingo, abril 13

Confronto entre polícias na Guiné-Bissau

Bissau, 13 Abril (Lusa):
O agente da Polícia Judiciária da guineense executado hoje por membros das forças de intervenção rápida da Polícia de Ordem Pública (POP) foi morto com três tiros e o corpo apresentava sinais de tortura, disse à Lusa fonte policial.
"O corpo apresentava sinais de tortura e três tiros, sendo um deles no coração", referiu a mesma fonte.
Vários agentes das forças de intervenção rápida mataram hoje por vingança um elemento da Polícia Judiciária (PJ) guineense, detido sábado à noite por aquela força judicial por ter assassinado duas pessoas, entre as quais um polícia da força de intervenção rápida.
Hoje de manhã, os colegas do agente assassinado sábado invadiram as instalações da PJ, em Bissau, onde se encontrava o detido e retiraram-no da cela, tendo-o depois morto e entregue o cadáver.
"A PJ procedeu conforme a lei", afirmou a fonte policial, sublinhando que "deteve o agente, que estava fora de serviço".
"A PJ estava a prosseguir com uma investigação normal no caso de homícidio, com o suspeito já detido", acrescentou.
"Mesmo sendo agente da PJ, como estava fora de serviço e como agiu como civil, foi detido", sublinhou a mesma fonte.
Questionado sobre os acontecimentos ocorridos hoje de manhã nas instalações da PJ, a fonte esclareceu que o comissário-geral da POP ameaçou hoje a directora-geral da PJ e os seus agentes, afirmando que lhes ia tirar as armas.
"Passados cerca de cinco minutos entraram mais de 20 elementos de intervenção rápida da POP, todos armados, que ocuparam as instalações da PJ", disse, sublinhando que os polícias bateram em alguns agentes da PJ, ameaçaram prisioneiros e arrombaram todas as celas a tiro.
"Depois de terem arrombado as celas todas, levaram o agente da PJ detido, que passado umas horas deixaram já cadáver numa valeta em frente às instalações daquela polícia", acrescentou.
Depois disto, disse a fonte, ainda procuraram a directora-geral da PJ, que foi protegida por outros agentes e impedida de sair do gabinete.
Outras fontes contactadas pela Lusa afirmaram que o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Martinho N`Dafa Cabi, terá dado ordens para todos os elementos da força de intervenção rápida envolvidos na invasão das instalações da PJ serem detidos, contudo, ainda não há informação oficial.
A ministra da Justiça, Carmelita Pires, e o ministro da Administração Interna, Certório Biote, dão segunda-feira uma conferência de imprensa conjunta.