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quinta-feira, outubro 24

PSP - Comunicado de imprensa - Ponto de Situação de Incidentes na Área Metropolitana de Lisboa - 24.10.2024


A Polícia de Segurança Pública (PSP), durante as últimas 24 horas, deteve 13 suspeitos da prática de crimes de roubo (4), ofensa à integridade física qualificada (4), posse de engenhos explosivos e armas proibidas (3), tentativa de fogo posto (1) e accionamento de extintor e dano contra viatura da PSP (1). Foram registadas 45 ocorrências de incêndio em mobiliário urbano (maioritariamente caixotes do lixo) na Área Metropolitana de Lisboa, nos concelhos de Almada, Amadora, Barreiro, Lisboa, Loures, Oeiras, Seixal e Sintra. Foram ainda identificados 18 suspeitos por motivos diversos. 

De todas estas ocorrências, houve ainda a registar:

  • 1 viatura policial danificada;
  • 2 autocarros incendiados;
  • 8 veículos ligeiros de passageiros incendiados;
  • 1 motociclo incendiado;
  • 3 cidadãos feridos, um deles com gravidade – motorista de um dos autocarros, o qual sofreu queimaduras graves na face, tórax e membros superiores;
  • Inúmeros caixotes de lixo incendiados, assim como outro mobiliário urbano.

​A Polícia de Segurança Pública reitera que tem por missão garantir a segurança e ordem pública e o respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, e que está empenhada em manter a ordem, paz e tranquilidade públicas, em todo o território nacional, designadamente na Área Metropolitana de Lisboa onde foram registadas as ocorrências acima referidas.

A PSP repudia e não tolerará os atos de desordem e de destruição praticados por grupos criminosos, apostados em afrontar a autoridade do Estado e em perturbar a segurança da comunidade, grupos esses que integram uma minoria e que não representam a restante população portuguesa que apenas deseja e quer viver em paz e tranquilidade. Estes grupos criminosos têm revelado uma falta de respeito pela vida humana, sendo, uma vez mais, evidente a prática de crimes violentos contra a integridade física, como foi o caso lamentável desta noite, em que um motorista de um autocarro de transportes públicos sofreu ferimentos muito graves, sendo que a PSP tudo fará para, em coordenação com as outras Forças e Serviços de Segurança, levar à justiça os suspeitos de todos os crimes que têm sido praticados nos últimos dias.

A Polícia continuará dedicada à segurança dos portugueses e de todos os cidadãos que escolhem o nosso País para viver e para o visitar, apelando a todos que mantenham a calma, a tranquilidade e a confiança na PSP.​


quarta-feira, outubro 23

Autocarros incendiados em seis concelhos: o mapa da violência na noite de Lisboa

 

Foi registado na noite desta terça-feira, um total  de 60 ocorrências na Grande Lisboa, um dia depois de um homem ter sido morto a tiro pela PSP no bairro da Cova da Moura. Os actos de violência foram sentidos nos concelhos da Amadora, Oeiras, Loures e Sintra, mas também no centro de Lisboa - houve problemas em Campo de Ourique ou no Lumiar - e do outro lado do rio Tejo, no Seixal.

Das 60 ocorrências, Sintra foi o concelho que registou mais desacatos, tendo sido contabilizados 15, seguindo-se Loures com 10. O concelho da Amadora registou um total de 9 ocorrências, enquanto que Oeiras contabilizou 6 e Cascais um total de 5. Fora do distrito de Lisboa, Setúbal registou 1 ocorrência, no Seixal.

Entre estes episódios registados, está a destruição de um autocarro da Carris que foi incendiado no Bairro do Zambujal, depois de ter sido roubado por um grupo de jovens que exigiram a saída dos passageiros e do motorista do seu interior. Horas depois, e já noite dentro, um segundo autocarro foi incendiado, assim como vários caixotes do lixo e uma viatura ligeira.

Também na Portela, em Carnaxide, um autocarro da Carris foi roubado e incendiado por moradores do bairro. A CNN Portugal elaborou um mapa para melhor se perceber a localização da violência que se espalhou por quase todos os concelhos da Grande Lisboa.

Odair Moniz, de 43 anos, foi baleado por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, no Bairro da Cova da Moura, na Amadora, e morreu pouco depois, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Segundo a direção nacional da PSP, o homem pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial na Avenida da República, na Amadora, e “entrou em despiste” na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigem uma investigação “séria e isenta” para apurar “todas as responsabilidades”, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias. De acordo com os relatos recolhidos no bairro pelo Vida Justa, o que houve foram “dois tiros num trabalhador desarmado”.

Na segunda-feira, o Ministério da Administração Interna determinou à Inspeção-Geral da Administração Interna a abertura de um inquérito urgente e também a PSP anunciou a abertura de um inquérito interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. O agente que baleou o homem foi entretanto constituído arguido, indicou fonte da Polícia Judiciária. A CNN Portugal apurou, também, que a investigação da PJ aponta para excesso de legítima defesa da PSP.


Fonte: CNN Portugal - 23.10.2024


quinta-feira, dezembro 9

Polícia do Rio quer entrar na Rocinha após Carnaval


Natal, férias escolares e Carnaval atrasam 'operação de limpeza' na Rocinha.

A favela da Rocinha será a próxima área problemática invadida pela polícia e forças militares do Rio de Janeiro. A data ainda não foi escolhida, mas segundo o DN apurou, junto de fonte policial brasileira, "não deverá acontecer antes de Março" de 2011. Embora as autoridades cariocas digam ter conhecimento de que os traficantes da Rocinha estão a preparar uma resposta violenta.

Mas, neste momento, a prioridade é a estabilização do Complexo do Alemão, que foi invadido pela polícia e militares, no dia 27 de Novembro, para o 'limpar' de traficantes. Uma operação que resultou em mais de 30 detenções e na apreensão de armas e de droga. O local está agora a ser patrulhado durante as 24 horas do dia pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).

Ao DN fonte da Polícia Civil do Rio de Janeiro explicou o porquê de, nos próximos meses, ser arriscado iniciar uma nova frente de combate. "Em primeiro lugar há que ter em conta que o Complexo do Alemão ainda não está completamente estabilizado e não será possível combatermos duas frentes activas. Em segundo, temos de pensar nas especificidades de cada época do ano. Até ao Natal seria apertado, em Janeiro é a altura em que as crianças estão a brincar nas ruas [por ser a época de férias escolares naquele país] e em Fevereiro o Brasil pára com o Carnaval."

Até agora as acções militares têm desencadeado elogios, mas também algumas críticas.

A polícia garante, porém, que, nos bastidores, cada uma destas grandes operações é preparada ao pormenor e que, apesar da farda, o sentimento que predomina é o receio de perder a vida. "Obviamente que existem pequenos erros porque não se trata de uma mera operação policial, é uma guerra", realçou um dos elementos envolvidos nestas invasões, acrescentando: "Após longa preparação é indiscritível a emoção que sentimos, não dá para pensar em nada. Quando chega a ordem de preparar dá aquele frio na barriga e só pensamos - será que vou morrer?"

No terreno, o ambiente é assustador até para quem vai em busca da paz nas favelas que se vêem cercadas de veículos e material de guerra. "Nem todos os polícias vão em blindados, só vão os que seguem na frente. Nenhum de nós conhece os locais, mas temos de percorrer viela por viela com medo de armadilhas" explicou a mesma fonte.

O objectivo destas invasões é o de instalar as UPP nos principais focos de tráfico de droga e armas do Rio. Até então, a polícia apenas entrava nestes locais para procurar os traficantes - que muitas vezes se conseguiam esconder - e voltava a sair, permitindo que os marginais continuassem a dominar os bairros.

Segundo a polícia carioca, nem a educação escapava aos traficantes. "Não podemos esquecer que eram eles que mandavam nas escolas, que só por si já funcionam de forma precária, e por isso, nenhum aluno poderia frequentar as aulas, se quem a dominasse fosse rival do traficante que mandava na área onde a criança vivia."

Fonte: Diário de Notícias de 09.12.2010







domingo, agosto 29

Desacatos na Quinta da Fonte ferem três








Três indivíduos foram atingidos a tiro na noite de sábado por um grupo de etnia cigana, que disparou a partir de uma viatura em andamento na Quinta da Fonte, Sacavém, onde uma viatura também foi incendiada.


Fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa explicou à agência Lusa  que o alerta foi dado às 23h35 de sábado para uma ocorrência na zona da Apelação, na Quinta da Fonte (Sacavém).  
"Um grupo de indivíduos de etnia cigana (desconhece-se o seu número) dispararam cinco tiros, a partir de uma viatura em andamento com uma pistola que se presume ser de calibre 6.35 mm, contra um grupo de indivíduos negros, tendo atingido três deles, causando ferimentos ligeiros", adiantou a PSP.
"Dois dos indivíduos feridos, com idades entre os 15 e 18 anos, foram  socorridos no local pelos bombeiros de Sacavém e um foi transportado para  o hospital de Santa Maria, em Lisboa", acrescentou a mesma fonte.
De acordo com a PSP, foi também incendiada no local uma viatura, que "pertence a um indivíduo de etnia cigana, desconhecendo-se, para já, o autor do incêndio".
O bairro da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, alberga cerca de 2500 pessoas de várias etnias, tendo sido construído para acolher os  desalojados pela construção dos acessos rodoviários à Expo 98.  

Situação acalma:

A PSP mantém uma equipa de vigilância e prevenção na Quinta da Fonte, Sacavém, onde esta noite três pessoas foram baleadas, mas a situação está calma, disse este domingo à agência Lusa fonte do Comando Metropolitano. 
"Temos lá pessoal de piquete para acautelar qualquer situação, mas para já não há nada, está muito calmo", afirmou a mesma fonte.

Fonte: Correio da Manhã de 29.08.2010


terça-feira, agosto 24

Agentes da PSP agredidos após invasão a esquadra de Trajouce


Um grupo de pessoas invadiu segunda feira à tarde a esquadra da PSP de Trajouce, em Cascais, agredindo alguns elementos policiais, depois de, na mesma manhã, um agente ter identificado um homem suspeito de diversos furtos, disse fonte policial.

“Ontem [segunda feira] surgiu um aglomerado de pessoas junto à esquadra de Trajouce a injuriar e agredir os elementos policiais de serviço que foram obrigados a recorrer ao uso da força para controlar a situação”, afirmou hoje à agência Lusa a subcomissária Lúcia Peixeiro, do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.
Segundo a mesma fonte, o incidente ocorreu depois de um homem, referenciado por diversos furtos, ter sido identificado por um dos agentes da PSP.
“O indivíduo reagiu mal ao procedimento do agente, tentando agredi-lo e depois acabou por fugir”, disse.
Mais tarde, o indivíduo regressou à esquadra, fazendo-se acompanhar por familiares, cerca de duas dezenas de pessoas, que agrediram e insultaram os agentes policiais que estavam de serviço.
“Ao local foram chamados todos os elementos da Divisão da PSP de Cascais, num total de 40 agentes para controlar a situação”, concluiu a subcomissária. 
Do confronto entre civis e policiais resultou a detenção do indivíduo que já de manhã tinha sido identificado. Um dos elementos policiais ficou com ferimentos ligeiros.
A Lusa contactou a esquadra de Trajouce, mas até ao momento não obteve qualquer resposta.

Diário Digital / Lusa, 24.08.2010

sábado, agosto 14

Bombeiros agredidos



Caixotes do lixo a arder foram o «isco»



Os bombeiros de Belas foram agredidos por moradores do bairro de Santa Marta, em Sintra, na madrugada deste sábado, informa a TVI.
Os incidentes aconteceram por volta da 1h30, quando os bombeiros foram chamados para apagar caixotes do lixo que estavam a arder.
Enquanto combatiam as chamas, foram atingidos por pedras e cocktails molotov. A PSP estava presente, mas os arremessos continuaram e a polícia chegou mesmo a disparar tiros para o ar.
Mais tarde, elementos do Corpo de Intervenção cercaram o bairro para tentar acalmar os ânimos e restabelecer a ordem.
Não houve feridos, mas uma viatura da PSP foi atingida.
Segundo os moradores, esta não é a primeira vez que os bombeiros são assim recebidos no bairro esta semana.

Fonte: TVI 24, 14.08.2010

quarta-feira, julho 21

"Aniquilada" maior máfia italiana



Sessenta e sete pessoas foram detidas e cerca de 250 milhões de bens foram apreendidos durante uma operação policial, em Itália, contra a organização mafiosa Ndrangheta.


A operação denominada "Santa Tecla", que ocorreu em Calábria e na Lombardia, desmantelou o grupo mafioso da localidade de Corigliano Calabro.
As investigações, realizadas com a colaboração de alguns arrependidos que pertenceram às redes, descobriram "uma actividade de extorsão sistemática" contra diversos empresários locais e um tráfico de droga com o norte de  Itália. 
Nas últimas décadas, a Ndrangheta ,que se tornou uma das mais temidas máfias em Itália, terá tido um volume de negócios na ordem dos 44 mil milhões de euros, devido ao tráfico de armas e droga que faziam pelo mundo inteiro, nomeadamente na Alemanha, no Canadá, na Suíça e na Austrália.  

Fonte: Correio da Manhã de 21.07.2010



sábado, julho 17

Dezenas de carros e lojas incendiadas nos subúrbios da cidade francesa de Grenoble


Grenoble, no Sudoeste de França, foi este sábado de madrugada palco de violentos incidentes. Carros e lojas foram incendiados por grupos de jovens que trocaram tiros com a polícia. Os recontros têm sido associados à morte de um homem de 27 anos baleado pelas autoridades depois de um assalto.


Os incidentes começaram pouco antes da meia-noite, pouco depois do velório do homem de 27 anos que morrera na madrugada anterior, durante uma perseguição policial.

A polícia alega que disparou em legítima defesa, em resposta aos disparos do jovem que tinha alegadamente participado no assalto a um casino. 

A versão de legítima defesa é contestada pelos jovens que se envolveram esta madrugada em motins e confrontos com a polícia. 

Pouco antes da meia-noite, um grupo de cerca de 30 jovens armados com bastões de baseball e barras de ferro forçou um eléctrico a parar e os passageiros a sair. 

A policia interveio. As agências noticiosas falam em cerca de 60 carros incendiados e duas lojas vandalizadas. Os confrontos com a polícia incluiram disparos nos dois sentidos. Não há notícia de feridos. 

Foram detidas cinco pessoas. Três por tentativas de roubo nas lojas vandalizadas, dois acusados de incendiar automóveis. 

Em Novembro de 2007, a morte de dois adolescentes numa perseguição policial deu origem a dois dias de confrontos violentos com a polícia nos subúrbios de Paris. Dois anos antes, foi também a morte de dois jovens numa perseguição polícial que serviu de rastilho a um longo período de revolta, confrontos e motins nos subúrbios franceses. 

O ministro do interior visitou Grenoble e anunciou o reforço das forças políciais.


Fonte: SIC 17.07.2010

domingo, julho 11

Medo afasta banhistas e clientes




Entre banhistas, comerciantes e clientes dos restaurantes, todos têm presente os confrontos de há uma semana em pleno areal da praia do Tamariz, Estoril, entre dois grupos rivais – duas vítimas esfaqueadas e tiros disparados para o ar, por gangs rivais da Amadora e de Chelas.

E uma coisa parece certa: "O medo afastou muitos banhistas e clientes daqui. Isso é indiscutível. Vê-se menos pessoas na praia e, naturalmente, em todo o comércio aqui perto. E nós dependemos deles para viver, ainda mais sendo esta uma zona turística por natureza", lamentava ontem ao CM Miguel Lopes, responsável do restaurante Bolina, local onde vários jovens se esconderam atrás do balcão e debaixo das mesas depois de perseguidos por um grupo numeroso e armado com facas e pistolas.
Um episódio nunca antes visto naquela praia e que afastou clientes do comércio e banhistas do areal. No dia em que cerca de 30 elementos do Partido Nacional Renovador – sob vigilância de outros tantos polícias – se concentraram no Tamariz em protesto contra a criminalidade e falta de segurança (ver peça secundária), Miguel Lopes olhava para a sua esplanada despida de clientes, quando há uma semana estava repleta e com fila de espera. "Tínhamos uma clientela fidelizada, e desde então perdemos mais de 50 por cento dos clientes", lamenta. "Vê-se mais polícia na praia, sentimo-nos mais protegidos, mas fomos muito afectados com o que se passou", disse o responsável daquele estabelecimento de restauração, que revela não ser o único comerciante afectado. "O Tamariz está ferido. Isto é um ex libris da região e alguém tem de cuidar dele."
Ontem, também devido à concentração dos nacionalistas do PNR, toda a zona do Tamariz estava policiada com cerca de 30 agentes da PSP, da Polícia Marítima e da Polícia Municipal. As pessoas mostravam um misto de segurança e medo pelos incidentes do domingo passado. Muitas dizem temer que este policiamento de visibilidade se tenha devido ontem ao PNR e que desapareça nos próximos dias.
DISCURSO DIRECTO
"ESTOU SEMPRE COM UM OLHO ABERTO", Afonso Durão, 56 anos
"Cheguei a pensar não vir mais para o Tamariz, mas mudei de ideias quando ouvimos que o policiamento ia ser reforçado. Estou é sempre com um olho aberto e outro fechado."
"O QUE SE PASSA NÃO É EXCLUSIVO DO TAMARIZ", Maria Teresa, 63 anos
"O que se passa aqui também acontece em Carcavelos, Oeiras, não é exclusivo da praia do Tamariz. Este ano vê-se mais polícia e o que aconteceu surpreendeu-me bastante."
"UMA PRAIA TRANQUILA, MELHOR QUE NO BRASIL", Danilo Brito, 29 anos
"Esta é a única praia que frequento e nunca tive problemas. Venho sempre com a minha mulher e filha e é uma praia tranquila, nunca nos sentimos inseguros. É melhor que no Brasil. "
MAIS PROBLEMAS AO DOMINGO
O domingo é apontado por banhistas e comerciantes como o dia mais complicado no Tamariz, Estoril. Há mesmo quem opte por praias diferentes neste dia. "Praticamente cresci no Tamariz, já assisti a alguns problemas, mas o que se passou no domingo ultrapassou todos os limites. Agora, nem sempre venho para aqui, pois qualquer dia eu ou alguém da minha família leva com uma bala perdida", disse ontem ao CM um banhista, que pediu para manter o anonimato.
"SENTEM-SE IMPUNES"
Com 80 anos e frequentador da praia do Tamariz há 50, o sr. Machado já viu de tudo no areal. "Já perdi a conta ao número de assaltos e de agressões na praia. Só quem não quer é que não vê o que se passa aqui", diz ao CM este banhista, que alerta para a impunidade sentida pelos grupos de jovens. "Eles nunca agem sozinhos e fazem tudo com a maior das calmas. Passam, roubam e vão-se embora. A praia sempre teve problemas, mas nos últimos anos a situação agravou-se muito. Agora há tiros e facadas."
EXTREMA DIREITA EM PROTESTO
Trinta elementos nacionalistas do Partido Nacional Renovador – sempre vigiados de perto por outros tantos polícias mobilizados para a zona – concentraram-se ontem na praia do Tamariz para protestar contra a onda criminalidade e a falta de segurança que nos últimos tempos tem assolado a linha de Cascais e também de Sintra.
As fortes medidas de segurança dissuadiram quaisquer confrontos entre banhistas e membros do partido, apesar de alguns insultos vindos do areal dirigidos aos elementos ligados à Extrema-direita. "Vão-se embora, seus c..." Numa concentração silenciosa, a resposta foi dada aos jornalistas por Tomas Taylor, jovem de apenas 18 anos que aderiu há dois ao PNR. "Esta praia tem muita escumalha. Isto tem de parar. Nós viemos aqui e não insultámos ninguém."
José Pinto Coelho, líder do PNR, alertava para o facto de Portugal se estar a tornar num "paraíso para os criminosos e um inferno para os portugueses e para a polícia". "As pessoas não podem vir à praia e andar na rua com medo. Portugal está a ficar entregue a pessoas anti-sociais, com roubos nos comboios, agressões. Qualquer dia não podemos sair à rua sossegados", afirmou José Pinto Coelho.
CHELAS: AMIGOS DE MIGUEL
Alguns dos elementos envolvidos nos confrontos são oriundos de Chelas e pertencem ao grupo de amigos do futebolista Miguel, do Valência, também ele associado a tiroteios em discotecas.
CASCAIS: MAIS SEGURANÇA
No dia dos confrontos, António Capucho, autarca de Cascais, reclamou mais segurança na zona. No dia seguinte, reuniu-se com o ministro da Administração Interna, Rui Pereira.
LINHA: CRIMES NOS COMBOIOS
A Linha de Cascais tem sido palco, nas últimas semanas, de vários crimes, com especial incidência nos comboios que ligam o Cais do Sodré, em Lisboa, a Cascais.

Fonte: Correio da Manhã de 11.07.2010

domingo, julho 4

Baleado em confrontos na praia do Tamariz



Confrontos entre gangues rivais na praia do Tamariz, em Cascais, terminaram este domingo com um jovem baleado e um número indeterminado de pessoas esfaqueadas.Segundo apurou o CM, a PSP já reforçou o seu dispositivo no local com três equipas de Intervenção Rápida e estava a enviar reforços também para a praia de Carcavelos, para onde os desacatos se estenderam.

O sujeito baleado foi transportado para um hospital da área de Lisboa em estado grave. Este é mais um episódio de violência na linha de Cascais, depois de na quinta-feira, um grupo de 30 jovens ter apedrejado, na Estação de Algés, um comboio, danificando algumas composições. Em menos de 24 horas, três homens foram esfaqueados numa carruagem da mesma linha.

Na praia do Tamariz, clientes de uma esplanada foram obrigados a resguardarem-se debaixo das mesas.

Fonte: Correio da Manhã de 04.07.2010


Monte da Caparica: Situação acalmou no Bairro do Asilo


A situação já acalmou no Bairro do Asilo, no Monte da Caparica, em Almada, onde esta madrugada se registaram incidentes, disse à agência Lusa fonte da GNR. Segundo a fonte, o alerta sobre os incidentes foi dado por moradores do bairro em queixas para o posto da GNR da Trafaria, já depois da 01:30. Os moradores queixaram-se de ameaças, desacatos e ajuntamentos no bairro, tendo sido enviada uma patrulha para o local.

Fonte: LUSA, 04.07.2010

GNR regressou ao Bairro do Asilo esta madrugada


A GNR regressou esta madrugada ao Bairro do Asilo, no Monte da Caparica, Almada, depois de ter sido alertada de desacatos no local. A Guarda mobilizou para o bairro duas equipas das forças de intervenção rápida, tendo sido recebida por um “very light” e pequenos engenhos explosivos artesanais. Os militares deram a situação como controlada pelas 06h00.

Segundo fonte da GNR, o alerta foi dado por moradores para o posto da GNR da Trafaria já depois da 01h30. Os moradores queixaram-se de ameaças, desacatos e ajuntamentos no bairro, durante os quais terão sido feitos disparos. A mesma fonte adiantou que pelas 02h30 foi disparado um “very ligth” em direcção à patrulha e pouco depois ocorreram dois rebentamentos de petardos e a explosão de uma bomba artesanal. 

A Lusa avança que os incidentes terão começado quando a GNR pediu a um grupo entre 30 a 40 pessoas, juntas numa festa de anos, que dispersassem por estarem a incomodar os moradores do bairro. 
Pedidos reforços, foram enviados para o local duas equipas das forças de intervenção rápida que restabeleceram a calma no bairro. Fonte da Guarda sublinhou que não houve contacto físico entre a polícia e os moradores e acrescentou que nenhuma pessoa foi identificada. 
A situação ficou normalizada pelas 06h00 e os efectivos desmobilizaram gradualmente, no intuito de evitar o reacender de tensões, segundo a mesma fonte.
Alguns habitantes do Bairro do Asilo criticaram a actuação das autoridades e consideraram que é a intolerância das forças policiais que gera a revolta dos moradores. Uma moradora que pediu para não ser identificada disse à Lusa que “a atitude da polícia está a fazer o bairro pior do que o que ele é”. “Vivo no bairro há 14 anos, estes incidentes não são normais. Este é um bairro calmo”, sustentou, apoiada por outros moradores.
Este é o segundo incidente registado no bairro numa semana. Na madrugada de terça-feira foram detidas 19 pessoas e cinco agentes da GNR ficaram feridos após confrontos. Na altura, a GNR considerou que os incidentes foram “uma situação pontual”, adiantando não ter registos de ocorrências semelhantes naquele bairro do Monte da Caparica. 
A presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa, pediu ao ministro da Administração interna, Rui Pereira, que fosse criado um posto de polícia no Monte da Caparica.

Fonte: PÚBLICO 04.07.2010

quinta-feira, julho 1

Caparica: Cinco militares da GNR feridos


Cinco militares ficaram feridos na noite desta segunda-feira quando a GNR tentava pôr termo a uma desordem pública no Bairro do Asilo, no Monte de Caparica.

Ao que apurou o CM, moradores daquele bairro queixaram-se à GNR do barulho causado por uma festa que estava a decorrer. Quando os militares chegaram ao local (cerca das 23h00) foram agredidos e injuriados e tiveram que solicitar reforços, os quais foram igualmente mal recebidos.
Um militar ficou ferido no pescoço, outro numa mão e um terceiro no ombro. Os três foram transportados para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, mas o seu estado de saúde não inspira cuidados.
Para pôr termo à desordem pública, a GNR efectuou entre três a cinco disparos de shot-gun, mas não há registo de feridos entre os desordeiros. De acordo com o Tenente Coronel Garrido Gomes, os soldados da GNR foram agredidos com pedras, garrafas e até computadores portáteis. Os bombeiros, chamados para apagar pequenos focos de incêndio em caixotes do lixo, foram também agredidos e retiraram-se do local.
A GNR deteve e identificou 19 pessoas as quais vão ser investigadas pela eventual participação nos desacatos.
Pelo menos quatro viaturas da GNR sofreram danos na chapa e nos vidros na sequência dos desacatos. A mesma fonte da GNR adiantou que a desordem não esteve relacionada com festejos futebolísticos.
A situação acalmou cerca das 02h00, mas a GNR vai manter-se no local durante esta terça-feira.

Fonte: Correio da Manhã de 29.06.2010

Pelo menos quatro polícias agredidos diariamente em Portugal


A estimativa é feita pelo Sindicato Nacional de Polícia numa altura em que vai ser lançada uma campanha europeia contra a agressão de agentes de autoridade.


O Sindicato Nacional de Polícia garantiu que pelo menos quatro polícias são agredidos diariamente no desempenho das suas funções, o que motivou o início de uma campanha a nível europeu contra a agressão de agentes da autoridade.
«Segundo informações que temos e de dados anteriores, contando com cifras negras e cinzentas, temos uma estimativa feita por nós que pelo menos todos os dias há cerca de quatro elementos de forças de segurança em Portugal que estão a fazer o serviço policial e que se vêm sujeito a agressões por parte de terceiros», disse o presidente deste sindicato.
Em declarações à TSF, Armando Ferreira, que também o representante português na Conferência Europeia dos Sindicatos de Polícia, assinalou ainda que muitas destas agressões nem sequer chegam a constar dos registos oficiais.
«Há agressões graves que são sujeitas a queixa por parte de agentes e há outras que acontecem no decorrer de acções policiais e que ficam encobertas no meio da acção, uma vez que houve necessidade do uso da força e a pessoa agiu com violência e muitas das vezes não fazem parte das estatísticas», explicou.
Estas questões serão debatidas em Madrid numa conferência de Eurocop, a federação europeia dos sindicatos de polícia, que lança uma campanha em toda a Europa para travar este flagelo.
Um dos casos que será apresentado nesta conferência será o de um agente da PSP nos Açores que foi agredido brutalmente no decurso de uma acção policial num caso de violência doméstica.

Fonte: TSF 12.04.2010

Polícias e revisores exigem maior policiamento em comboios


Polícias e revisores não vêem qualquer reforço policial nas linhas suburbanas de Lisboa e dizem que se têm sucedido as agressões contra utentes e revisores nos últimos tempos.

Polícias e revisores exigiram, esta quinta-feira, um maior policiamento nos comboios suburbanos e acusam as autoridades de falta de meios para contrariar o sentimento de insegurança que se vive nestas linhas, em particular na Linha de Sintra.
Luís Bravo, do Sindicato dos Revisores, considerou que o reforço policial, que as autoridades dizem ter sido efectivado há uma semana, não se vê e por isso as situações de violência «têm-se sucedido diariamente» com agressões a utentes e revisores.
«A situação é muito grave. Não podemos estar aqui a dizer que há um reforço e virem quatro ou cinco polícias para uma área geográfica de Lisboa, porque estamos a falar da Linha de Sintra, de Cascais e da Azambuja», acrescentou, durante uma acção destes dois sindicatos na estação do Rossio.
Porque «não estamos a inventar nada», para este sindicalista, justifica-se mesmo um alerta ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para que haja um reforço do número de polícias a bordo dos comboios da CP.
Opinião semelhante tem António Ramos, do Sindicato dos Profissionais de Polícia, que defende a unificação entre a PSP e a GNR e mais policiamento, numa altura em que se verifica apenas a «entrada de dois a três homens por turno».
«É muito pouco. O que acontece é que perdemos todos. Por parte dos profissionais de polícia da PSP vêem-se impotentes para resolver o problema», acrescentou este sindicalista, que diz que a solução «não passa apenas por medidas de polícia».
Para António Ramos, «na época em que os jovens estão menos ocupados e estão em férias escolas, as autarquias, clubes, colectividades e as juntas de freguesia devem ocupar estes jovens nos tempos livres para que não andem em grupos e façam este tipo de situações nos comboios».

Fonte: TSF 01.07.2010



quinta-feira, julho 17

Disparos na Quinta das Sapateiras (Loures)

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Quatro indivíduos encapuzados dispararam do interior de uma viatura vários tiros, durante a madrugada desta quinta-feira, na Quinta das Sapateiras, em Loures, sem causar feridos.
A informação é avançada pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
O incidente não foi relacionado pela PSP de Loures com os confrontos registados na sexta-feira e sábado passados no bairro da Quinta da Fonte, também em Loures, adiantou a mesma fonte.
Os disparos ocorreram cerca das 00:50, tendo diversas testemunhas contado à polícia, que se dirigiu ao local, que no interior da viatura estavam quatro pessoas encapuzadas.
Depois dos disparos, a viatura partiu na direcção de Santo António de Cavaleiros.
O automóvel apresentava «alterações tipo modelo de tunning», nomeadamente frente e pára-choques rebaixados e jantes especiais.
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Fonte: TVI on line, 17.07.2008
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Segurança

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Talvez a maior crise do pós-guerra sirva para nos reestruturarmos no sentido da vida. A violência e a insegurança alastram e, claro, isso costuma acontecer em tempo de crise.
Se a Segurança é sempre um tema complicado – todos o sabemos – mais se torna em tempos como os que vivemos: mas a segurança é também uma necessidade colectiva a satisfazer pelos poderes públicos, que nos estados democráticos não pode – nunca – ser satisfeita à custa dos direitos, liberdades e garantias, como é evidente. Não quero uma inseguríssima segurança.
Nada disto quer dizer que o Estado aliene a segurança e muito menos que não adopte políticas preventivas, por forma a que não nos venhamos mais tarde ou mais cedo a deparar com violência e medidas securitárias com adesão popular.
Há alguns anos, estava de vereadora da oposição no executivo camarário liderado por João Soares, critiquei profundamente (actas e actas de reuniões documentam--no) os realojamentos que se estava a fazer com aplauso generalizado. E critiquei a política de realojamento porque, como na altura referi – não mudei de ideias – se estava a criar verdadeiros guetos – que são excludentes e proporcionam a violência. Substituir barracas por outras barracas em altura não dá bom resultado, não podia dar. Há especificidades comunitárias às quais é preciso atender. Há integrações a fazer que passam por equipamentos colectivos. As integrações são difíceis e também passam por equipas de apoio social, multidisciplinares. Voltamos à escola e à necessidade de legalizar muitos daqueles que ainda se encontram em situação de ilegalidade.
No meio de tudo isto, começa a ser verdadeiramente incompreensível a passividade do Governo perante a violência diária: da máquina do multibanco arrancada de um tribunal a agressões a juízes e conflitos com armas de fogo, passando pelo já vulgarizado carjacking.
Onde anda o Governo? Sempre que há um problema na sociedade portuguesa o Governo espera que ele passe e como nada – mas nada – há que não passe... passará. A que custo? O que é preciso fazer para tirar o Governo das doses de Xanax que o mergulham numa letargia profunda sempre que há um problema?
Há tanta coisa a fazer: basta começar por ter bom senso e falar verdade. Os problemas estão diagnosticados, é só dar-lhes os antibióticos adequados. Deixar uma sociedade doente e em tensão sem tratamento, à espera que a doença passe, pode levá-la ao coma profundo.
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Paula Teixeira da Cruz, no Correio da Manhã de 17.07.2008
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terça-feira, julho 15

França: 600 carros queimados e 220 detidos no 14 de Julho

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Cerca de 600 carros foram queimados e 220 pessoas foram detidas por actos de vandalismo em França na noite de segunda para terça-feira, posterior ao 14 de Julho, dia da festa nacional, indicou o Ministério do Interior francês.
Segunda-feira à noite foram incendiados 295 veículos, dos quais 150 estavam na região de Paris e os outros no resto do país, disse o ministério.
Na noite anterior, foram incendiados 297 carros, a maioria (211) também em Île-de-France.
As detenções feitas pelas forças da ordem ascenderam a 98 entre 14 e 15 de Julho, depois das 121 registadas entre 13 e 14 de Julho.
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Fonte: Diário Digital de 15 de Julho de 2008
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