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quinta-feira, julho 17

Carjacking cresceu 55% no 1.º semestre de 2008

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O crime de carjacking aumentou 55 % nos primeiros 6 meses deste ano face a igual período de 2007, mas há tendência de diminuição, segundo dados do Gabinete Coordenador de Segurança (GCS).
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Os dados referem que entre Janeiro e Junho foram feitas 307 queixas de carjacking (roubo violento de veículos na presença do condutor), enquanto nos primeiros seis meses do ano passado se registaram 198 casos.
De acordo com o GCS, 85 por cento das queixas ocorreram nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
O secretário-geral do GCS, general Leonel de Carvalho, disse à Agência Lusa que nos cinco primeiros meses este tipo de crime aumentou 70 por cento relativamente ao mesmo período do ano passado, mas em Junho a tendência inverteu-se e registou-se uma diminuição de 10 por cento.
De acordo com Leonel de Carvalho, em Junho ocorreram 35 casos de carjacking contra os 39 denunciados no mesmo mês do ano passado.
Apesar de ainda não possuir dados relativos à primeira quinzena de Julho, o secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança adiantou que a tendência de diminuição se mantém.
Leonel de Carvalho sublinhou que a diminuição deste tipo de crime em Junho se deveu à criação de equipas especializadas da PSP e da GNR para combater o carjacking.
Adiantou que desde Junho há «uma orientação política» para a prevenção e combate deste crime e existe um «maior investimento» da Polícia Judiciária nesta área.
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Fonte: SOL on line
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sexta-feira, maio 30

Carjacking dispara 70%

O carjacking (roubo de carros com recurso à violência ou a armas) aumentou 70% nos primeiros quatro meses deste ano (Janeiro a Abril ) face a igual período de 2007.
O Gabinete Coordenador de Segurança (GCS), fonte desta estatística, avançou ao CM que, só entre Janeiro e Março, se registaram 117 casos - o total do ano de 2007 foi 488 casos, um aumento de 34% face a 2006.
O tenente-general Leonel Carvalho, secretário-geral do GCS, referiu ontem ao CM "que a comparação entre o primeiro quadrimestre de 2008 e o último de 2007 revela também um aumento no carjacking", desta feita de 5%.
Apesar de reconhecer a "forte subida" neste crime, o secretário-geral do GCS espera que as recentes detenções feitas pela PJ, com o auxílio da PSP e GNR, de criminosos especializados no carjacking, "possam trazer avanços na luta contra este crime".
O grupo de trabalho criado pelo Ministério da Administração Interna (MAI) para encontrar medidas de combate ao carjacking já apresentou resultados. No relatório final, sugere ao MAI que implemente em definitivo um projecto-piloto destinado à aquisição e implementação de um sistema de leitura automática de matrículas nos carros das forças de segurança.
O objectivo é obter informações que, cruzadas com as bases de dados policiais, permitam agilizar a detecção e apreensão das viaturas roubadas e consequente detenção dos autores do crime.
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Oitenta por cento dos carjackings é praticado com arma de fogo, competindo por isso a investigação à PJ.
Os restantes 20% são praticados com violência física ou arma branca, sendo por isso investigados pela GNR e PSP.
A maior parte das vítimas de carjacking é masculina, entre os 21 e os 30 anos, que conduz carros topo de gama.
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Fonte: Correio da Manhã de 30.05.2008

sábado, maio 17

Oposição fala de insegurança crescente

Os partidos da oposição consideraram ontem que existe uma "divergência" entre os dados do Relatório Anual de Segurança Interna 2007 e a realidade portuguesa, tendo em conta que o sentimento de insegurança na população "é elevado".
Na discussão do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2007, que se realizou no Parlamento, a oposição chamou também a atenção para o aumento de "novos crimes", como o carjaking (roubo de viatura com violência na presença do condutor), que requerem "uma preocupação específica".
O PSD e o Bloco de Esquerda salientaram igualmente que a situação "social difícil" e o aumento do desemprego e das desigualdades podem contribuir para um "agravamento" da criminalidade.
Respondendo às críticas do deputado do CDS-PP, Rui Pereira destacou a constituição de um grupo de trabalho para delinear medidas para combater o carjaking e salientou que o RASI incluiu pela primeira vez uma estratégia de segurança para 2008, que constitui "uma resposta firme à criminalidade que enfrentamos". O ministro disse ainda que "nunca traçou um quadro cor-de-rosa para descrever a criminalidade".
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Fonte: Jornal de Notícias de 17.05.2008
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domingo, abril 13

Despacho do Ministro da Administração Interna de 27.03.2008

A adopção de medidas que respondam a novos fenómenos criminais aliando as forças e serviços de segurança que directamente zelam pela segurança da comunidade a outras entidades, públicas e privadas, tem-se revelado um instrumento válido para alcançar resultados positivos no desenvolvimento das políticas que visam o reforço da segurança interna.
A partilha de soluções e experiências, bem como a adopção de parcerias estratégicas entre o sector público e o sector privado, a melhoria da informação sobre este tipo de criminalidade e a boa articulação entre as forças e os serviços constituem uma mais-valia na prevenção e no combate ao carjacking.
O aumento de ocorrências criminais, no que concerne ao roubo de veículos na estrada com a utilização de violência, em particular com o recurso a armas de fogo, tem merecido especial atenção por parte do Ministério da Administração Interna e a pronta resposta por parte das forças de segurança e das entidades responsáveis pela investigação criminal.
Melhorar o conhecimento do fenómeno, assegurar uma mais eficaz actuação das polícias, promover a colaboração de várias entidades interessadas em prevenir e combater este tipo de criminalidade, em especial do sector dos seguros e da indústria automóvel podem contribuir para responder à questão fundamental: dar mais segurança aos cidadãos.
O Ministério da Administração Interna, em colaboração com outras entidades, está empenhado em impulsionar a adopção de medidas estratégicas e políticas concretas que contribuam o reforço do sentimento de segurança dos cidadãos.
As forças de segurança e demais entidades competentes devem recorrer a novas tecnologias de informação e comunicação, instrumentos essenciais no combate a este tipo de ocorrências, introduzindo soluções inovadoras ao serviço da segurança.
Deve ser incentivado o recurso a novas plataformas tecnológicas que permitem o uso integrado de vários sistemas complementares e interoperáveis, que podem incluir alertas, ferramentas de geolocalização e informação operacional que habilite a fácil detecção e identificação das ocorrências.
Também os cidadãos em geral devem ser chamados a colaborar, com medidas preventivas, formas correctas de reacção quando vítimas de crime e práticas de segurança pessoais.
Importa ainda potenciar a mais ampla utilização de informações disponíveis nas diferentes entidades, com vista a facilitar, dentro do quadro legal, a troca de elementos sobre o carjacking. Deverão ser agilizados e melhorados, igualmente, os meios de detecção precoce de casos deste tipo de crime, tornando mais célere a comunicação entre as forças de segurança, tendo em conta que muitos dos veículos são posteriormente utilizados noutro tipo de crimes.
Da mesma forma, a participação do sector segurador e da indústria automóvel, aproveitando o quadro da cooperação europeia e internacional, pode constituir uma boa oportunidade para a melhorar a detecção de fenómenos de falsificação e de tráfico transnacional de veículos.
Neste quadro, é importante criar um grupo de trabalho que inclua representantes das entidades públicas e das associações daqueles sectores, com vista a identificar, analisar e propor soluções que contribuam para prevenir os problemas atinentes ao aumento do crime de roubo de carros na estrada com a utilização de violência, em particular com o recurso a armas de fogo.
Assim, o Ministro da Administração Interna determina:
1 - É criado um grupo de trabalho com a missão de identificar e propor a planificação das principais acções a desenvolver, com vista a melhorar a eficácia na prevenção e no combate ao fenómeno do crime de roubo de carros na estrada com a utilização de violência, em particular com o recurso a armas de fogo, carjacking, dando prioridade a medidas de autoprotecção e informação, a formas de reforço da intervenção das forças de segurança, à utilização de novas tecnologias e aos meios de financiamento.
2 - O grupo de trabalho é composto por representantes designados pelas seguintes entidades:
a) Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna;
b) Secretário de Estado da Administração Interna;
c) Gabinete Coordenador de Segurança;
d) Guarda Nacional Republicana;
e) Polícia de Segurança Pública;
f) Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária;
g) Instituto Seguros de Portugal;
h) Associação Portuguesa de Seguradores;
i )Associação de Comércio Automóvel de Portugal
i) Associação Portuguesa de Leasing e Factoring.
3 - O grupo de trabalho integra um representante do meu Gabinete, que coordena, a quem incumbe, em especial, estabelecer relações com outros serviços e organismos da função pública, entidades públicas ou privadas, podendo estes participar nas respectivas reuniões ou actividades, quando necessário ou conveniente.
4 – O Grupo de trabalho elabora um primeiro Relatório no prazo de 30 dias e as conclusões e propostas, no prazo de 60 dias.
5 - Os elementos do grupo de trabalho não auferem qualquer remuneração, sendo o apoio técnico e logístico necessário ao desempenho da sua missão assegurado pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
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Lisboa, 27 de Março de 2008
O Ministro da Administração Interna
Rui Pereira