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quinta-feira, julho 17

Ministro da Administração Interna estima que armas ilegais sejam "dezenas de milhares"

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«Desconheço o número ao certo de armas ilegais, justamente por serem ilegais», afirmou Rui Pereira aos jornalistas no final da assinatura de protocolos para combater e prevenir o 'carjacking'.
No entanto, o governante, citando dados das forças de segurança, referiu que «o número de armas ilegais cifra-se nas dezenas de milhares».
Rui Pereira - que falava no dia em que o jornal Público avançou a existência de 1,4 milhões de armas ilegais em Portugal - adiantou que este ano foram já apreendidas quatro mil armas ilegais, «mais do que no mesmo período do ano passado».
Segundo o ministro, em todo o ano de 2007 a PSP e a GNR apreenderam oito mil armas em situação ilegal.
A PSP negou hoje que existam cerca de 1,4 milhões de armas ilegais em circulação, segundo é adiantado hoje na imprensa.
«Não há qualquer estudo nem dados científicos que apontem para a existência de tal número de armas ilegais», disse, em conferência de imprensa, Luís Farinha, director do Departamento de Armas e Explosivos da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública.
O jornal Público noticia hoje que «a PSP estima que existam em Portugal cerca de 1,4 milhões de armas de fogo em situação ilegal».
«A PSP demarca-se e nega por completo a possibilidade da existência de 1,4 milhões de armas ilegais em Portugal», sublinhou Luís Farinha.
«Se pensarmos que entre as cerca de 1,2 milhões e 1,3 milhões de armas manifestadas desde sempre em Portugal se incluem as armas já abatidas, as armas furtadas, as armas exportadas, incluindo as armas produzidas em Portugal e exportadas para outros países, é susceptível de ser praticamente impossível a existência de um mercado paralelo armas ilegais superior ao das armas legais», afirmou.
Luís Farinha salientou que mais de 80 por cento das armas declaradas em Portugal são armas de caça, «que a actual legislação permite, desde que cumpridos os requisitos».
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Fonte: SOL on line
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Disparos na Quinta das Sapateiras (Loures)

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Quatro indivíduos encapuzados dispararam do interior de uma viatura vários tiros, durante a madrugada desta quinta-feira, na Quinta das Sapateiras, em Loures, sem causar feridos.
A informação é avançada pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP.
O incidente não foi relacionado pela PSP de Loures com os confrontos registados na sexta-feira e sábado passados no bairro da Quinta da Fonte, também em Loures, adiantou a mesma fonte.
Os disparos ocorreram cerca das 00:50, tendo diversas testemunhas contado à polícia, que se dirigiu ao local, que no interior da viatura estavam quatro pessoas encapuzadas.
Depois dos disparos, a viatura partiu na direcção de Santo António de Cavaleiros.
O automóvel apresentava «alterações tipo modelo de tunning», nomeadamente frente e pára-choques rebaixados e jantes especiais.
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Fonte: TVI on line, 17.07.2008
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Há 1,4 milhões de armas ilegais em Portugal

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A PSP estima que existam em Portugal cerca de 1,4 milhões de armas de fogo em situação ilegal. A maior parte serão armas de caça que não se encontram devidamente licenciadas. Há, no entanto, indícios de que o armamento ligeiro de guerra proveniente dos mercados do Leste da Europa é cada vez mais comercializado.
Alguns armeiros são igualmente responsáveis pelo aumento da circulação de pistolas de calibre proibido. O mercado das armas transformadas é igualmente florescente.
Existe um triângulo, constituído pelos concelhos da Amadora, Oeiras e Almada, que as polícias tem referenciado como sendo a zona onde mais armas são vendidas. Nestas áreas são transaccionadas, sobretudo, pistolas transformadas em serralharias clandestinas. São armas adaptadas ao calibre 6,35 (o máximo que é permitido ao cidadão comum que obtém licença de uso e porte de arma) e que, em média, não excedem os 200 euros. Este tipo de pistolas é ideal para a prática de alguns roubos, uma vez que perdem a eficácia ao fim de meia dúzia de disparos (o aquecimento leva à dilatação das juntas de alumínio). Sem condições para continuarem a disparar, estas armas são abandonadas (enterradas ou atiradas ao mar) e os seus utilizadores ficam assim mais protegidos quando confrontados com acusações judiciais.
O mercado das armas de guerra, sobretudo metralhadoras soviéticas, mas também as israelitas Uzi, está muitas vezes associado aos bairros de Santa Filomena e Cova da Moura, na Amadora.
A posse deste armamento pode ser justificada pela existência de grande número de traficantes de droga (com grande disponibilidade financeira), mas também com o facto de na zona residirem muitas pessoas oriundas da ex-União Soviética que, ao desmembrar-se, permitiu a ruptura e o saque de inúmeros quartéis.
O grosso do armamento ilegal é, no entanto, constituído por caçadeiras (12 milímetros). Muitas vezes as pessoas têm as espingardas em casa porque as herdaram e não se preocuparam em as declarar nos postos policiais. Muitas outras são roubadas em espingardarias e aos caçadores. Estas armas são normalmente utilizadas em roubos. São-lhe serrados os canos e, por vezes, a coronha, para que sejam mais facilmente escondidas e, ao mesmo tempo, se obtenha uma maior dispersão do chumbo.
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Leis que não são aplicadas
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A intervenção de armeiros no tráfico resulta, muitas vezes, de actos de falsificação de guias de remessa e da não declaração do número de exemplares efectivamente comprados. Investigações efectuadas pela PJ conduziram, há cerca de quatro anos, a diversos comerciantes da região do Porto, os quais mantinham contactos com fabricantes italianos e alemães. Actualmente a PJ investiga redes que apontam para Espanha como país de origem de muito do armamento de calibre proibido.
A par das suspeitas relativas a redes organizadas, existem ainda críticas, por parte das polícias, à aplicação da lei. "A lei do licenciamento das armas não é aplicada. A prova disso é o exemplo da Quinta da Fonte. Havia cinco ou seis caçadeiras e essas armas até estarão legais. Mas será que os seus donos têm carta de caçador para as poderem utilizar? Ou será que obtiveram licença para defesa da propriedade? Mas que propriedade? Estarão a proteger, em Loures, os rebanhos dos lobos?".
As questões colocadas por um responsável da PSP sugerem também que a emissão das licenças nem sempre é cuidadosa. Há três anos, quando a PSP apreendeu mais de mil armas proibidas (a maioria na zona de Sintra), descobriu-se que havia polícias, a trabalhar no licenciamento do armamento, implicados na legalização fraudulenta de metralhadoras e pistolas.
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Fonte: Público de 17.07.2008
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