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quarta-feira, setembro 16

«Ameaça de extrema-direita é muito maior» diz Luís Neves.


O responsável pela pasta da Administração Interna também alerta que «a extrema-esquerda radical está em ascensão na Europa e já realizou atos».

«A ameaça de extrema-direita é muito maior» em comparação com os grupos radicais de esquerda, afirmou esta quarta-feira, no Parlamento, o ministro da Administração Interna.

Luís Neves disse aos deputados que o terrorismo de cariz islamista é o que mais preocupa, mas não deixou de referir o terrorismo de extrema-direita.

«A ameaça de extrema-direita é muito maior. Têm armas, matam, ameaçam, coagem», referiu o governante, que apresentou os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI 2025).

O responsável pela pasta da Administração Interna também alerta que «a extrema-esquerda radical está em ascensão na Europa e já realizou atos».

«Fui o primeiro a condenar o arremesso de um cocktail molotov contra a Marcha pela Vida e fui o primeiro a dizer que podíamos estar perante um ato terrorista», salientou.

O ministro da Administração Interna assume, também, um aumento da criminalidade associada à imigração ilegal.

Luís Neves anunciou o lançamento de um inquérito nacional de vitimização e admitiu que o RASI 2026 já irá incluir a informação relativa às nacionalidades de estrangeiros.

Neste debate sobre o RASI 2025, o governante admitiu que o tráfico de droga constitui a primeira ameaça à segurança interna de Portugal, com o país a ser utilizado como porta de entrada de cocaína para a Europa.

«A novidade é o grande aumento de produção de cocaína que os narcotraficantes querem escoar porque o lucro na Europa é muito maior», referiu Luís Neves, para quem os crimes ligados à droga têm um «impacto social tremendo na vida das comunidades», porque alimentam furtos, roubos, ameaças e agressões e outros crimes associados ao consumo e à disputa de pontos de venda.

Fonte: Renascença – 16.09.2026.